8/23/2014
8/10/2014
Foi realizada com sucesso a segunda reunião de preparação do II Fórum pela paz na Colômbia
Imagem de aqruivo
O passado primeiro de agosto foi realizada a segunda reunião de preparação do II Fórum pela paz na Colômbia no Sindicato de Advogados da cidade de São Paulo.
Com a participação de mais de 20 pessoas de partidos e organizações sociais brasileiras solidárias com as lutas do povo colombiano, a reunião deu continuidade à discussão da construção de um segundo fórum pela paz, atendendo ao encaminhamento do I Fórum realizado com massiva participação em Porto Alegre no mês de maio de 2014, e da sugestão da Visita Internacional de Solidariedade e Humanitária realizada no mês de maio do presente ano na Colômbia.
Na reunião se apresentaram de forma rápida alguns elementos da conjuntura política colombiana,
a situação do conjunto do movimento social e popular e da Marcha Patriótica, e uma análise do estado da Mesa de Conversações da Habana.
A discussão girou em torno das propostas frente as condições de lugar, tema e data, para a realização do II Fórum, em diálogo com as agendas e interesses das organizações.
Imagem segunda reunião preparatória, 01/08/2014 São Paulo.
Foi colocado a
consideração a proposta dos companheiros do Capitulo Uruguay da Marcha
Patriótica e do conjunto das forças políticas que vem acompanhando o processo nesse país, de realizar
o II Fórum pela paz na Colômbia lá. Pela importância da delegação argentina e uruguaia no primeiro Fórum, a necessidade de atender ao caráter latinoamericano e de cono sul de espaço, e respondendo à iniciativa dos companheiros uruguaios de participar mais ativamente da estruturação política do II Fórum, a Marcha Patriótica, e o conjunto das organizações presentes concordaram com a proposta.
Foi discutido que a data tentativa do evento é entre a última semana de março e a primeira semana de abril, e o tema tentativo é Direitos humanos e Militarização. Estes tópicos só serão fechados na construção com os comités de impulso do fórum dos outros países.
Finalmente se fis um chamada para ampliar a chamada entre todas as forças e esquerdiza, progressistas e democráticas do contexto brasileiro, para conseguir continuar aglutinando solidariedades neste caminhar pela paz com justiça social na Colômbia.
A próxima reunião de preparação será realizada na cidade de Rio de janeiro, local por definir, o dia 14 de novembro.
TODOS E TODAS PELA CONSTRUÇÃO DO II FÓRUM PELA PAZ NA COLÔMBIA
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5/06/2014
DECLARAÇÃO PÚBLICA DA DELEGAÇÃO INTERNACIONAL NA VISITA DE SOLIDARIEDADE PELA PAZ COM JUSTIÇA SOCIAL NA COLÔMBIA
Domingo, 04 de maio de 2014
BOGOTÁ, COLÔMBIA
É
com prazer que comunicamos ao público em geral que a visita internacional de
solidariedade pela paz com justiça social na Colômbia surgida do Fórum pela Paz
na Colômbia (Porto Alegre, Brasil, 2013), realizada durante os dias 27 de abril
e 5 de maio, concluiu com sucesso. Durante sete intensos dias de trabalho, de
intercâmbios com o povo colombiano, partilhando suas dificuldades, angústias,
alegrias e esperanças, verificamos em diferentes regiões do país a difícil
situação de vulneração de direitos humanos que o movimento social colombiano
sofre e, ao mesmo tempo, seu avanço nos caminhos de unidade, organização e luta
pela justiça social.
Entre as organizações com as quais realizamos intercâmbios
nas regiões de Huila, Tolima e Bogotá estão: Asociación
de Institutores Huilenses (Filial FECODE); Coordinadora de Estudiantes de
Secundaria (CODES); Madres de Prisionerxs Políticxs; Asociación de Juntas de
Acción Comunal - Corregimiento de Ceibas -; Sindicato de Trabajadores del
INCODER; Asociación de Trabajadores Campesinos del Huila – ATCH; Asociación
Municipal de Colonos del Pato; Asociación de Trabajadores Campesinos del Tolima;
Coalición Larga Vida a las Mariposas (Capítulo Tolima); Indígenas de Río Negro;
Asociación de Juntas de Acción Comunal -Corregimiento Las Hermosas-; Agencia
Estudiantil de Prensa; Federación de Estudiantes Universitarios –FEU Colombia-.
Partido Comunista Colombiano; Congreso de los Pueblos; Coordinadora Nacional
Agraria; Movimiento de Unidad Campesina y Popular del Oriente Colombiano;
Derechos Humanos del Oriente Colombiano; Asociación Nacional de Desplazados de
Colombia; Lazos de Dignidad; Asociación de Trabajadores Campesinos del Valle; Juventud
Rebelde; Campaña Yo Te Nombro Libertad e Voceros (Porta-vozes) da Junta
Patriótica Nacional do Movimiento Político e Social Marcha Patriótica.
Como
delegados das organizações políticas que participaram nesta visita do Brasil,
Euskal Herria e Catalunha, reconhecemos no Movimento Político e Social Marcha
Patriótica um ator fundamental para alcançar a paz com justiça social na
Colômbia, passo necessário para a construção de uma América Latina livre e
soberana. O papel geoestratégico da Colômbia na região e a histórica
intervenção militar e econômica realizada no território colombiano contra os
interesses dos setores populares, faz com que o futuro do processo de
negociações entre o governo de Juan Manuel Santos e as FARC-EP, e o futuro das
organizações que lutam pela paz com justiça social esteja intimamente ligado ao
futuro de toda Nossa América.
Porém, é
com muita dor que denunciamos –a nível internacional– que durante a visita,
experimentamos os padrões de perseguição que já foram denunciados pela Marcha
Patriótica contra a mesma e o movimento social e popular em geral. Entre as
situações vivenciadas se encontram: estigmatização e acusações por parte das
autoridades públicas e da mídia; ameaças e assédios contra o conjunto do
movimento e seus representantes; montagens judiciais por motivos políticos
contra líderes sociais; sanções disciplinares por motivos políticos contra
representantes do movimento social que ocupam cargos públicos, o que determina
sua “morte política”; enfim, os assassinatos e desaparecimentos forçados de
líderes e militantes de movimentos políticos e sociais colombianos.
Com dor
verificamos as constantes acusações temerárias dos inimigos da paz dentro do
atual governo nacional contra a Marcha Patriótica, as ameaças por parte de
grupos paramilitares e outros atores armados contra os líderes deste movimento,
de tal modo que atualmente todos os membros da Junta Patriótica Nacional da
Marcha Patriótica receberam ameaças de morte, outros foram encarcerados com
processos judiciais plenos de irregularidades e falta de garantias como nos
casos dos líderes sociais Huber Ballesteros, Wilman Madroñedo, Francisco
Toloza, Jorge Eliecer Gaitán, Omar Marín, Carlos Lugo, Eduardo Gasca e Fabian
González. Esses líderes fazem parte de uma lista de ao redor de 400
prisioneiros políticos de consciência que são integrantes da Marcha Patriótica,
recluídos em condições precárias nos presídios colombianos. Soma-se a esse
terrível quadro, o trágico assassinato de pelo menos 48 integrantes desta
organização. Além disso, executou-se a “morte política” de Piedad Córdoba,
porta-voz nacional da Marcha Patriótica.
As
condições dos mais de 9.500 presos políticos não reconhecidos pelo Estado
colombiano, submetidos a condições judiciais e humanitárias que vulneram seus
direitos humanos, foi um dos temas transversais denunciados pelo conjunto das
organizações sociais e populares, tornou-se uma especial preocupação para esta
delegação.
O
panorama mostrado por algumas das mais de 2.000 organizações de camponeses,
indígenas, afro-colombianos, deslocados pela força no meio do conflito,
estudantes, operários e de outros setores sociais e populares articulados na
Marcha Patriótica, é de magnitudes críticas e contrasta com a imagem construída
pelo Estado colombiano de ser um país respeitoso do direito internacional e dos
direitos humanos.
A
intervenção militar e econômica imperialista, submete a população e o
território a relações de exploração e exclusão, como conferido nos casos das
comunidades camponesas da bacia do Rio Ceibas e do povoado de San José de Las
Hermosas, em que projetos de hidrelétricas e mineiro-extrativos tem agudizado a
situação humanitária. O que, junto a um sistema político fechado que faz do uso
da eliminação física de seus oponentes a principal ferramenta de reprodução, evidencia
as raízes do conflito político, social e armado que o povo colombiano vive. Nesse
sentido, destacamos o importantíssimo trabalho que as organizações camponesas e
indígenas realizam na defesa do território, a água e a vida, assim como os
esforços dos estudantes na construção de um modelo de educação que atenda às
necessidades populares, o trabalho dos trabalhadores sindicalizados pelo
emprego digno, tudo isso entre as mais difíceis condições de falta de garantias
mínimas para o exercício político e o respeito às suas vidas.
Uma
expressão clara desse conflito político, social e armado, é a atual Paralisação
Agrária, Étnica e Popular que – de uma maneira unitária– exige transformações
estruturais do modelo econômico e do regime político como condições reais para
alcançar uma verdadeira paz com justiça social, democracia e soberania. Esse
tipo de paz torna-se uma missão infinitamente mais difícil pela decisão do governo
de manter os diálogos de paz entre o governo nacional de Juan Manuel Santos e
as FARC-EP no meio da guerra e sem a participação deliberativa e decisória dos
movimentos sociais colombianos.
Por tudo isso, fazemos um chamado para
unificar e somar esforços diante do trabalho que continua sendo uma prioridade,
ou seja, fazer acompanhamento internacional da situação social e política da
Colômbia e, em particular, das organizações sociais como a Marcha Patriótica.
Como delegação da visita internacional de solidariedade pela paz com justiça
social na Colômbia, exortamos às instituições do Estado colombiano,
especificamente à Presidência da República, Fiscalía
General de la Nación e à Procuraduría General de la Nación a:
- Fornecer as garantias mínimas para o exercício político dos movimentos sociais na Colômbia, incluindo o direito à vida, livre expressão, livre associação, livre mobilização, ao bom nome, ao acesso igualitário à mídia, a um processo justo, entre outras garantias do conjunto de ações que devem tornar possível a participação coletiva na vida política e civil da sociedade colombiana.
- Atender as demandas do movimento camponês, étnico e popular através de uma mesa unitária de diálogo, em que sejam cumpridos os acordos pactuados e sejam fornecidas as garantias para a produção e a vida digna no campo colombiano.
- A revisão de todos os processos judiciais realizados contra ativistas e líderes sociais, especialmente aqueles que foram detidos nas conjunturas de mobilizações estudantis e camponesas, como nos casos de Huber Ballesteros, Wilman Madroñedo, Francisco Toloza, Jorge Eliecer Gaitán, Omar Marín, Carlos Lugo, Oscar Eduardo Gasca, Fabian González Sierra, entre outros.
- Garantir as condições sócio-sanitárias mínimas para o conjunto dos prisioneiros e prisioneiras na Colômbia, especialmente daqueles que podem ser vulnerados em seus direitos dentro dos presídios, como no caso dos militantes da Marcha Patriótica.
- Reconhecer a existência e libertar de forma imediata todos os prisioneiros processados por motivos políticos.
- Restituir de forma imediata os direitos políticos da infatigável lutadora pela paz, amiga e companheira, Piedad Córdoba.
- Manter a mesa de diálogos pela paz com as FARC-EP em Havana (Cuba), assim como abrir mesas similares com as guerrilhas ELN e EPL.
- Garantir a participação democrática direta e permanente das organizações sociais na construção de acordos de paz.
- Decretar um cessar-fogo bilateral como condição necessária para avançar no objetivo da paz com justiça social, assim como para a necessária inclusão dos movimentos sociais e políticos colombianos nas negociações de paz.
Da mesma
forma, nos comprometemos a:
ü Continuar
realizando um acompanhamento detalhado da situação social e política
colombiana, desenvolvendo de maneira continua os mecanismos de solidariedade e
divulgação da informação.
ü Promover
espaços amplos de solidariedade com a Colômbia e continuar com o compromisso
assumido no primeiro Fórum pela Paz da Colômbia, realizado em Porto Alegre,
Brasil, em maio de 2013.
ü Avançar
na construção do segundo Fórum Pela Paz da Colômbia, a ser realizado na cidade
de Porto Alegre durante o primeiro semestre de 2015.
ü Apoiar e
promover os diferentes espaços e atividades em torno da solidariedade com as
justas lutas do povo colombiano, especialmente com o Movimento Social e
Político Marcha Patriótica.
Expressamos
a sensação de expectativa que temos pela atual situação colombiana, destacando
o fortalecimento dos laços de solidariedade internacional gerados ou reforçados
durante a visita. Temos certeza de que estes laços de unidade serão as bases de
um intercâmbio contínuo que fortalecerá o processo de construção da segunda e
definitiva independência colombiana, assim como os processos de luta em cada um
de nossos países.
PELA PAZ
COM JUSTICA SOCIAL NA COLOMBIA, VIVA A UNIDADE DOS POVOS DO MUNDO!
Assinam,
Asociación Catalana por la Paz (Cataluña)
Bildu (País Vasco)
Brigadas Populares (Brasil)
Movimentos de Pequenos Agricultores (Brasil) -
MPA
Organização Comunista Arma da Crítica (Brasil)
- OCAC
Partido Comunista Brasilero - PCB
Partido Comunista do Brasil - PCdoB
União de Negros pela Igualdade - UNEGRO
União da Juventude Comunista, Brasil - UJC
5/04/2014
DECLARACIÓN PÚBLICA DE LA DELEGACIÓN DE LA VISITA INTERNACIONAL DE SOLIDARIDAD POR LA PAZ CON JUSTICIA SOCIAL EN COLOMBIA
DOMINGO, 04 DE MAIO DE 2014 BOGOTÁ, D.C.
Es con gusto que
comunicamos al público en general, que la visita internacional de solidaridad
por la paz con justicia social en Colombia, surgida del Foro por la Paz en
Colombia (Porto Alegre 2013), desarrollada entre los días 27 de abril y 5 de
mayo, ha concluido con éxito. Durante siete intensos días de trabajo, de
intercambio con el pueblo colombiano, de participar de sus dificultades y angustias,
de sus alegrías y esperanzas, hemos verificado en diferentes regiones del país la
difícil situación de vulneración de derechos humanos que vive el movimiento
social colombiano, así como su avance en los caminos de unidad, organización y lucha
por la justicia social.
Entre las organizaciones con las que realizamos
intercambios en las regiones de Huila, Tolima y Bogotá se cuentan: Asociación
de Institutores Huilenses (Filial FECODE), Coordinadora de Estudiantes de
Secundaria (CODES), Roma Escuela, Madres de prisionerxs políticxs, Asociación
de Juntas de Acción Comunal –Corregimiento de Ceibas-, Sindicato de
Trabajadores del INCODER, Asociación de Trabajadores Campesinos del Huila -
ATCH, Asociación Municipal de Colonos del Pato, Asociación de Trabajadores
Campesinos del Tolima, Coalición Larga Vida a las Mariposas (Capítulo Tolima),
Indígenas de Río Negro, Asociación de Juntas de Acción Comunal -Corregimiento
Las Hermosas-, Agencia Estudiantil de Prensa, Colectivo al Galope, Federación
de Estudiantes Universitarios –FEU Colombia-, Partido Comunista Colombiano,
Congreso de los Pueblos, Coordinadora Nacional Agraria, Movimiento de Unidad
Campesina y popular del Oriente Colombiano, Derechos humanos del Oriente
Colombiano, Asociación Nacional de Desplazados de Colombia, Lazos de Dignidad,
Asociación de Trabajadores Campesinos del Valle, Juventud Rebelde, Campaña Yo
Te Nombro Libertad, Futbol Subverso, y Voceros de la Junta Patriótica Nacional,
entre otros.
Los delegados de las organizaciones políticas que
participamos de esta visita desde el Brasil, Euskal Herria y Cataluña,
reconocemos en el Movimiento Político y Social Marcha Patriótica, un actor fundamental
para la consecución de la paz con justicia social en Colombia, y con ello, para
la construcción de una América Latina libre y soberana. El papel geoestratégico
de Colombia en la región, y la histórica intervención militar y económica
realizada en el territorio colombiano, y en contra de los intereses populares,
hace que el futuro del proceso de negociaciones entre el gobierno y las
FARC-EP, y el futuro de las organizaciones que luchan por la paz con justicia
social, esté íntimamente ligado al futuro de toda Nuestra América.
Sin
embargo, y con pena, es que denunciamos a nivel internacional que hemos
vivenciado durante la visita los cinco patrones de persecución ya denunciados
por la Marcha Patriótica en contra de esta organización, y del movimiento
social y popular en general, siendo estos: estigmatización y señalamientos por
parte de autoridades públicas y medios de comunicación masivos; amenazas y
hostigamientos contra el conjunto del movimiento y las personas que lo
representan; montajes judiciales por motivos políticos en contra de líderes
sociales; sanciones disciplinarias por motivos políticos de representantes del
movimiento social en cargos públicos que determinan su “muerte política”; y
finalmente, los asesinatos y desapariciones forzadas de los líderes y
militantes del movimientos político y social colombiano.
Con dolor hemos verificado los constantes señalamientos
de los enemigos de la paz al interior del actual gobierno nacional en contra de
la Marcha Patriótica, las amenazas por parte de grupos paramilitares y otros
actores en contra de los líderes de este movimiento, siendo que hoy todos los
miembros de la Junta Patriótica Nacional de la Marcha han sido amenazados de
muerte, los procesos judiciales colmados de irregularidades y faltas de
garantías en contra de los líderes sociales Huber Ballesteros, Wilman Mandroñedo,
Francisco Toloza, Jorge Eliecer Gaitan, Omar Marin, Carlos Lugo, Oscar Eduardo
Gasca, Fabián González Sierra, que hacen parte de los cerca de 400 prisioneros
políticos de conciencia de la Marcha recluidos en condiciones precarias en las
cárceles colombianas, la “muerte política” declarada en contra de la vocera
nacional Piedad Córdoba, así como el trágico asesinato de por lo menos 48
miembros de esta organización hermana.
La condición de los más de 9500 presos políticos,
ocultados como tal por el Estado colombiano, sometidos a condiciones procesales
y humanitarias que vulneran sus derechos humanos, fue uno de los temas
transversalmente denunciados por el conjunto de las organizaciones sociales y
populares, y es de particular preocupación por esta delegación.
El panorama proporcionado por algunas de las más de 2000
organizaciones de campesinos, indígenas, afrodescendientes, desplazados,
estudiantes, obreros y de otros sectores sociales articulados en la Marcha
Patriótica, es de magnitudes críticas y contrasta con la imagen que ha venido
construyendo la institucionalidad colombiana de ser un país respetuoso del
derecho internacional y de los derechos humanos.
La intervención militar y económica imperialista, que
somete a la población y al territorio a relaciones de explotación y exclusión,
como pudimos verificarlo con los casos de las comunidades campesinas de la
cuenca del Rio Ceibas y del Corregimiento de San José de las Hermosas, donde
proyectos de hidroeléctricas y minero-extractivistas han agudizado la situación
humanitaria, junto a un sistema político
cerrado que se vale de la eliminación física de sus contendores como su
principal herramienta de reproducción, continúan siendo hoy las raíces del
conflicto político, social y armado por el que atraviesa el pueblo colombiano.
En este sentido, resaltamos la trascendente labor que adelantan las
organizaciones campesinas e indígenas en la defensa del territorio, del agua y
de la vida, la labor de los estudiantes por la construcción de un modelo
educativo que responda a las necesidades populares, la labor de los
trabajadores sindicalizados por el trabajo digno, todo esto en medio de las más
difíciles condiciones de falta de garantías mínimas para el ejercicio político
y el respeto a sus vidas.
Una
expresión clara de este conflicto político, social y armado, es el actual Paro
Nacional Agrario, Étnico y Popular, que demanda de manera unitaria
transformaciones estructurales del modelo económico y del régimen político como
condiciones reales para alcanzar una verdadera paz con justicia social,
democracia y soberanía, tarea que por cierto se torna infinitamente más difícil
por la decisión gubernamental de mantener los actuales diálogos de paz entre el
gobierno nacional y las FARC-EP en medio de la guerra, y sin la participación
deliberativa y decisoria del conjunto del movimiento social colombiano.
Por
todo lo anterior, llamamos a unificar y acrecentar esfuerzos ante la labor que hoy
continúa siendo prioritaria, que consiste en el acompañamiento internacional a
la situación social y política de Colombia, y en particular, a las
organizaciones sociales como la Marcha Patriótica. Como delegación de la visita
internacional de solidaridad por la paz con justicia social en Colombia,
exhortamos a la institucionalidad colombiana, en particular a la Presidencia de
la República, a la Fiscalía General de la Nación, a la Procuraduría General de
la Nación a:
- Generar las garantías mínimas para el ejercicio político del conjunto del movimiento social en Colombia incluyendo, el derecho a la vida, a la libre expresión, a la libre asociación, a la libre movilización, al buen nombre, al accesos igualitario a medios de comunicación, al proceso justo, entre otras garantías del conjunto de acciones que deben permitir la participación colectiva en la vida política y civil de la sociedad colombiana.
- Atender las demandas del movimiento campesino, étnico y popular a través de una mesa unitaria de dialogo, en la que se cumplan los acuerdos pactados y se brinden más garantías para la producción y la vida digna en el campo colombiano.
- La revisión de todos los procesos judiciales adelantados en contra de activistas y líderes sociales, en particular de aquellos detenidos en las coyunturas de las movilizaciones estudiantiles y campesinas, como es el caso de Huber Ballesteros, Wilman Mandroñedo, Francisco Toloza, Jorge Eliecer Gaitán, Omar Marín, Carlos Lugo, Oscar Eduardo Gasca, Fabián González Sierra, entre otros.
- Garantizar las condiciones socio-sanitarias adecuadas para el conjunto de los prisioneros y prisioneras en Colombia, y en particular de aquellos sujetos de posible vulneración de sus derechos al interior de las cárceles, como los militantes de la Marcha Patriótica.
- Parar de ocultar la existencia y liberar de forma inmediata a todos los prisioneros procesados por motivos políticos.
- Restituir de forma inmediata los derechos políticos a la incansable luchadora por la paz, amiga y compañera, Piedad Córdoba.
- Mantener la mesa de diálogos de paz con las FARC-EP en la Habana, así como abrir mesas similares con el ELN y el EPL.
- Garantizar la participación democrática directa y permanente de las organizaciones sociales en la construcción de acuerdos de paz.
- Decretar un cese de fuego bilateral como condición necesaria para avanzar en la consecución de la paz con justicia social, así como a la necesaria inclusión del conjunto del movimiento social y político colombiano en las negociaciones.
De
la misma forma nos comprometemos a:
ü Continuar
realizando un seguimiento detallado de la situación social y política
colombiana, desarrollando de manera continua mecanismos de solidaridad y de
difusión de la información.
ü Promover
espacios amplios de solidaridad con Colombia, y continuar con el cumplimiento
de lo decidido en el primer Foro por la paz de Colombia desarrollado en Porto
Alegre en mayo del año de 2013.
ü Avanzar
en la construcción del segundo Foro por la paz de Colombia a ser realizado en
la ciudad de Porto Alegre, Brasil.
ü Apoyar
y promover los diferentes espacios y actividades que se generen alrededor de la
solidaridad con las justas luchas del pueblo colombiano, en particular con el
Movimiento Social y Político Marcha Patriótica.
Señalamos
la sensación de expectativa que nos genera la actual situación colombiana,
destacando la fortaleza de los lazos de solidaridad internacional que se han
generado o reforzado durante la visita. Tenemos la seguridad de que estos lazos
de unidad serán la base de un continuo intercambio que fortalecerá el proceso
de construcción de la segunda y definitiva independencia colombiana, así como
los procesos de lucha en cada uno de nuestros países.
¡POR
LA PAZ CON JUSTICIA SOCIAL EN COLOMBIA, VIVA LA UNIDAD DE LOS PUEBLOS DEL
MUNDO!
FIRMANTES
Asociación Catalana por la Paz (Cataluña)
Bildu (País
Vasco)
Brigadas
Populares, (Brasil)
Movimiento de Pequeños Agricultores (Brasil) - MPA
Organización Comunista Arma de la Crítica (Brasil) -
OCAC
Partido
Comunista Brasilero - PCB
Partido
Comunista del Brasil - PCdoB
Unión de Negros por la igualdad - UNEGRO
Unión de la Juventud Comunista, Brasil - UJC
4/28/2014
Chegou à Colômbia a delegação da visita internacional de solidariedade e humanitária
Rumo aos departamentos de Huila e Tolima partiram na
manhã da segunda-feira 28 de abril, os 11 delegados e delegadas
internacionais que por estes dias visitam a Marcha Patriótica na Colômbia. A
visita é resultado do esforço conjunto de solidariedade com a luta do povo
colombiano, e é parte dos encaminhamentos do Foro Pela Paz na Colômbia
realizado no mês de maio de 2013 na cidade de Porto Alegre, Brasil.
A comissão está conformada por representantes do PCB
(Brasil), Brigadas Populares (Brasil), Organização Comunista Arma da Crítica
(Brasil), PCdoB (Brasil), Bildu (País Vasco), ACP (Cataluña) y MPA (Brasil), os
que realizaram visitas a regiões urbanas e rurais dos departamentos de Huila e
Tolima. Durante a visita desenvolveram-se reuniões com o movimento estudantil
de ensino médio e fundamental, universitários, organizações agrárias,
familiares de prisioneirxs políticxs, dentre outros setores organhizados. Tudo
isto com o propósito de verificar a difícil situação de estigmatização e
perseguição que sofre o movimento social e popular na Colômbia, e gerar espaços
de solidariedade real para as organhizações sociais e políticas, e ao processo
de paz.
VISITA DE SOLIDARIEDADE PELA PAZ COM JUSTIÇA SOCIAL NA COLÔMBIA PROMETE SER TUDO UM SUCESSO!
Neste momento os
processos sociais e políticos, populares e democráticos da Colômbia, estão
confluindo para construir uma grande frente pela paz com justiça social,
democracia e soberania; entendendo que a participação do conjunto destes
processos é fundamental nesse propósito, assim como o acompanhamento
internacional para blindar o processo de paz e as diversas iniciativas que
surgem do campo popular. Especialmente para evitar mais uma vez as experiências
de extermínio, que lamentavelmente não são histórias do passado, mas que ainda
continuam sendo uma prática sistemática do Estado e as elites econômicas e
políticas, tanto nas suas estratégias legais e ilegais de perseguição política
e social.
Como parte da continuidade das diversas propostas e iniciativas do
Fórum pela Paz na Colômbia, realizado no mês de maio de 2013 em Porto Alegre,
com participação de aproximadamente 1000 delegados de mais de 100 organizações
de diversos países, realizaremos na Colômbia, durante os dias 27 de abril e 05
de maio, uma visita internacional de solidariedade pela paz com justiça social.
Já confirmaram presença delegados de organizações e políticos democráticos da
Argentina, Brasil, Paraguai, País Basco; espera-se a confirmação de outras
delegações.

Esta visita será uma grande oportunidade para conhecer processos de
base camponesa, sindical, estudantil, indígena, entre outras, assim como a
difícil situação de direitos humanos -com suas particularidades- em várias
regiões do país e, sobretudo, a decisão de luta que mantemos e assumimos
consequentemente desde a Marcha Patriótica. Além disso, será uma oportunidade
para um intercambio mais aprofundado com outras forças políticas e sociais como
a Cúpula Agrária Camponesa, Étnica e Popular, aonde confluem os principais
movimentos sociais e políticos. Ao mesmo tempo haverá um diálogo com o capítulo
Colômbia do Alba-Movimentos e com a campanha presidencial do Polo Democrático e
da União Patriótica, com senadores envolvidos com o processo de vítimas e
direitos humanos como Iván Cepeda, entre outros, e com a Comissão de Paz do
Congresso da República.
Assim sendo, será uma grande experiência que incluirá mobilizações e
uma visita ao nosso dirigente e preso político Huber Ballesteros, o que com
certeza impactará positivamentenossas lutas pela paz, e ratificará por parte
dos participantes sua decisão de aprofundar a solidariedade com essas lutas.
Seguimos na luta, pela segunda e definitiva independência de toda
Nossa América.
Marcha Patriótica Capítulo Brasil
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